25 janeiro 2015

Petrobras usa nova tecnologia contra gases do efeito estufa

Uma tecnologia inédita para reduzir a emissão de gases de efeito estufa está sendo desenvolvida pela Unidade de Industrialização do Xisto da Petrobras, no Paraná, em parceria com seu Centro de Pesquisas (Cenpes), no Rio.
A tecnologia se chama "Captura de CO2", e está sendo testada em um protótipo de unidade de craqueamento catalítico fluido (FCC) (crackers do bem???), processo que transforma óleos pesados em derivados de petróleo mais leves. 
Esta é a primeira unidade em escala pré-industrial de FCC no mundo a utilizar a tecnologia de oxi-combustão(substituição do ar que é utilizado na queima de combustíveis por oxigênio puro) para captura do dióxido de carbono (CO2), gás liberado durante os processos industriais das refinarias.
As FCCs são unidades muito importantes no processo de produção de derivados, como gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP), e são as principais fontes individuais de emissão de CO2 das refinarias – representam cerca de 1/3 das emissões totais do gás. O vídeo abaixo ajuda a entender melhor a tecnologia.

Por enquanto, a tecnologia está em teste, e o é avaliar se há condições de usá-la em uma escala mais próxima da industrial, esperando-se conseguir a captura de pelo menos 90% do CO2 emitido(!!!) quando esta for aplicada em sua versão final, gerando uma corrente de CO2 com pureza mínima de 95%, que poderá ser vendida para venda para indústrias compradoras de CO2, injeção em poços para retirada do petróleo (recuperação avançada de petróleo), ou injeção em reservatórios naturais no subsolo nos quais fica retido (armazenamento geológico).
Este processo de oxi-combustão se mostrou economicamente mais viável quando comparado à tecnologia pós-combustão, tradicionalmente usada para captura de CO2, e os dados até o momento dão conta de que a oxi-combustão possibilitaria uma redução de custos da ordem de 40%, em relação à tecnologia tradicional.
Há décadas, a captura do CO2, seu transporte e armazenamento geológico vêm sendo um desafio para as empresas do setor petrolífero no mundo inteiro. De qualquer forma, a para a implantação da nova tecnologia, estão sendo desenvolvidas legislação e normas que definam os critérios técnicos, sociais e ambientais que deverão ser atendidos.

O Brasil ainda não tem legislação específica quanto a metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, e nem é obrigatória a publicação de seus números. Ainda assim, a Petrobras publica todos os anos, em seu nosso Balanço Social e Ambiental, o inventário de emissões de gases de efeito estufa e as medidas tomadas para contribuir para a mitigação das mudanças do clima, assim como seus objetivos voluntários.
Só falta uma Diretoria desaparelhada, né?
MRJ

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